Mais uma rodada de negociação entre o Sindicato dos Vigilantes de Rondônia – SINTESV/RO e o Sindicato das Empresas de vigilantes – SINDESP, para definir a Convenção Coletiva de Trabalho 2017/2018, aconteceu nesta terça-feira (07), na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Rondônia, em Porto Velho. O resultado final da mediação não foi satisfatório, apesar dos esforços dos diretores do SINTESV/RO em sensibilizar os patrões, os mesmos se queixam do momento de recessão em que o País se encontra e que para preservar os empregos dos trabalhadores não podem conceder o aumento pleiteado pelo Sindicato laboral. Dezenas de trabalhadores ocuparam as dependências da SRTE e arredores.
Durante a reunião o presidente do SINTESV/RO, Paulo Tico, fez uma série de questionamentos sobre condições de trabalho, diárias de trabalhadores do carro forte, remuneração em período de reciclagem, dentre outras questões, que na maioria delas há consenso entre empresas e trabalhadores.
Superadas essas questões, o ponto principal da Convenção Coletiva, que trata do reajuste salarial e da alimentação, emperrou mais uma vez. O Sindicato patronal insiste em oferecer aumento de 60% da inflação do período sobre o salário e 70% da inflação sobre o tiket alimentação. Para o SINTESV/RO, esse aumento não contempla as necessidades dos trabalhadores e vai minguando os salários que já são deficitários.
Após reunião em separado com os representantes dos trabalhadores, foi apresentada uma nova contraproposta. Reposição da inflação em 100%, mais 2% de ganho real e elevar o tiket alimentação de R$ 21,60 para 24,60.
Os representantes das empresas ficaram de analisar a atual proposta e uma nova mediação está marcada para o dia 14 de março no mesmo local, às 14:30hs. Segundo os diretores do SINTESV/RO a qualquer momento as empresas podem se manifestar e acontecer um possível fechamento da Convenção Coletiva 2017/2018.